Hoje foi um belo dia entediante. E dai eu penso, será que só escrevo quando o dia não é TÃO maravilhoso. Não que seja ruim, mas que não seja aqueles dias em que tu morra de alegrias como foi sábado por exemplo. E notei que sim. Falei com um amigo sobre isso, ele me perguntou o porque de gostar de escrever e na hora me veio a resposta; Escrever tira tudo que há de ruim dentro de mim e transforma em esperança. Me sinto como uma borboleta. Poético e real. Eu me sinto livre, aqui é o meu lugar, e aqui posso ser o que eu quero ser, posso ter medo, ódio, raiva, nojo, tesão, amor, saudade... Eu posso ter tudo que quero, ser tudo que quero, sonhar tudo que quero, e é aqui que tenho asas. Eu realmente posso voar e é maluco isso! E as vezes nem sempre estou tão bem, mas eu escrevendo me convenço de tantas coisas das quais eu penso em desistir. E eu digo pra mim mesma, NÃO DESISTA POR FAVOR, EU PRECISO DE TI! Irônico mas real... Este sábado eu tinha uns compromissos e estava desanimada. No ônibus enquanto eu curtia aquele belo momento de desânimo entrou um índio com um violão. Ele começou a tocar uma música e tanta coisa fez sentido naquele momento. Aquela música aliviou meu coração de verdade, que estava agoniado por ter de rever algumas pessoas. Eu abri um sorriso, eu juro, abri mesmo. Tudo pareceu ter mais sentido. Parecia que a vida era AQUILO, aquele momento, aquele agora, e aquela agonia era uma mera criação minha, pra dificultar minha felicidade. E ali, tudo fez sentido como faz agora, enquanto eu escrevo. Fez sentido de que os muros criados são derrubados com o amor no que fazemos, no que somos e em quem amamos.
7 meses atrás

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