Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Eu queria ter alguém pra chegar em casa e contar como foi meu dia, alguém que eu admirasse, alguém que eu amasse e alguém que sentisse o mesmo por mim. As vezes tenho a impressão que vou sempre achar que a pessoa é aquela, mas que nunca vai ser, as vezes tenho a impressão de que estou falando uma baita bobagem. Eu não tenho capacidade de me aceitar, e as vezes nem de aceitar os outros como eles são. Quem sou eu pra dizer que alguém é imaturo, ou que eu sou madura? Quem sou eu afinal pra julgar alguém assim? Quem sou eu pra dizer o que é certo ou não? Mas mesmo não sendo alguém com direito de fazer, eu tenho sim o direito de não gostar de algumas coisas que as pessoas fazem, independente de respeitar isso, eu não tenho obrigação de gostar de tudo, nem de todo mundo. Eu só quero ter alguém pra mim, e ser de alguém. Eu quero ter alguém pra dividir, pra quando a gente ficar velhinho, a gente dar beijinho de esquimó e se abraçar no inverno, com cházinho....E ter filhotinhos lindos, e ter uma familia grande. E dai eu vejo que antes disso, eu tenho que começar a cuidar de mim, pra estar pronta pra receber esse alguém tão especial que eu tenho buscado... Esse alguém tão lindo, que eu espero. Até que um dia eu verei, que não tenho de viver esprando por esse alguém, que o que é nosso, é nosso, e ninguém tira. Que eu devo é cuidar de mim, até me sentir capaz de me amar, antes de qualquer coisa... Eu preciso me amar, e me cuidar, antes de qualquer coisa...

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

O que que tem me atormentado, que eu não consigo ver? Estou colocando motivos em tudo...mas não consigo entender o que está realmente me incomodando... To me sentindo cansada, estressada, e um tanto sem rumo. To gostando do meu curso mas ao mesmo tempo sinto que não vou gostar de trabalhar como professora de educação física... Não sei bem onde encontrar o negócio certo pra decidir. As pessoas vivem dizendo que as pessoas mais interessantes blablabla são aquelas que não sabem o que fazer, mas é um saco, deuses! É HORRIVEL não saber muito bem onde você quer ir...eu não sei nem onde quero chegar! uhauahuahua...é todo dia que tu busca uma motivação tu tens que encontrar motivações estranhas...não é aquela do tipo, aahh um dia quero ser isso e farei aquilo. Eu sinto que nasci no local errado. XD A unica coisa que eu queria fazer é aprender, viajar, conhecer, cantar...... As vezes penso que quero um emprego que pague bem, e que lá dentro eu faça meu trabalho, de forma correta, mas dai qnd saiu, aí sim começo a viver, mas que vida essa em que eu perderia 8h diarias de vida, porque faria tudo no automatico?...Enfim...Fora isso, vem a minha consciencia, as vezes não sei se ela me ajuda ou atrapalha. Sinto que as mudanças que eu quero não serão possíveis nessa encarnação, então passarei uma inteira insatisfeita? Ou será que há alguma forma de estabelecer isso? As vezes tento fazer as coisa certa, mas a pensamentos me perco no que É a "coisa certa"? O que difere egoismo de auto estima? Falta de humildade de amor próprio? Sofrimento de aprendizado?
Qual é a linha, tênue linha que os separa?...Hoje eu acordei estressada, mau humorada. Mas que motivos reais tenho pra isso? Talvez nenhum, considerando minhas condições de vida, a sorte de ter a chance de reencarnar.. Mas não sei, esse não é um mundo no qual eu me sinta em paz. Talvez porque não estou em paz comigo mesma, ou talvez porque quando estou, e tenho que conviver com coisas que machucam, eu deixo de estar. No fim acho que é uma questão interna minha, de pensar demais, procurar demais. As vezes acho que sou prática demais, as vezes teórica demais. O equilíbrio parece tão inalcançável...Mas eu não desisto. Nunca.

E chega de pensar, vou é sentir mais, sentir o que é bom, confiar mais na minha consciencia, procurar me interiorizar cada dia mais, pra poder exteriorizar só bons pensamentos, palavras, atos.

Pelo menos, eu sei que quero ser melhor, isso já me consola xD

Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

Mudanças são tão difíceis. Passei a vida toda dizendo coisas, botando barreiras, inserindo NOMES a sentimentos. E pela primeira vez não estou fazendo isso. Antes, eu dizia ESTOU APAIXONADA, NÃO ESTOU, É CERTO, NÃO É, EU AMO, EU NÃO AMO. E esse tipo de conclusão que definia minhas atitudes. Eu simplesmente estou indo contra isso pela primeira vez. Estou vendo que as vezes, estar ou não sabendo se é apaixonada, amar ou não (já que um amor só se constrói com o tempo, ou com a confiança e intensidade dos dias), não é tão importante assim, quanto parece... E agora eu simplesmente decidi viver de acordo com o que me faz bem.... É tão bom, ser honesta, falar o que sente, viver, o que se sente, mesmo sem saber o que se sente. Nomear as coisas não mudam o que torna elas boas pra ti ou não. Só muda pros outros, que estão interessados em saber o que você sente. Mas quando você encontra alguém que te faz bem, e que não se importa se você está amando, apaixonada, cagando, nadando, mas sim se você está ali PORQUE GOSTA dele, você tem um companheiro nessa nova visão do viver. Essa visão em que as pessoas VIVEM porque cada momento é gostoso, e não pra poder dizer "estou apaixonada", "estou namorando"... Mas confesso que não é fácil. Alguém que viveu se bloqueando por causa de simples palavras... Mas tudo é possível quando há sinceridade. Há transparência. Apesar dos meus sentimentos indefinidos, que confesso que me deixam um pouco confusa, eu consigo saber quando algo me FAZ BEM, ou não me faz. Eu consigo saber quando a minha CONSCIÊNCIA acha algo válido em relação ao meu caráter e concepções, ou NÃO válido. E acho que nada mais importante, que no mínimo, não dar nome aos bois....mas saber que existem bois ali.

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

Meu coração tá apertado. E eu não sei exatamente o porquê. Eu to me sentindo meio solitária. Mas eu sei que é por minha culpa. Tem pessoas que gostariam da minha companhia, mas eu tenho a impressão de que eu não estou me achando tal boa companhia. Dizem que nós que fazemos o nosso momento. Se nos sentimos bem, as pessoas nos sentem bem. Eu acredito nisso. Acho que por isso tenho evitado. Por não estar confiante, não estar de bem comigo mesma. Está tudo legal, mas eu realmente não estou acostumada a ficar só. Estar solteira pra mim, é estar aprisionada a insegurança comigo mesma. E estar namorando, é estar aprisionada a uma insegurança de perder. Parece que eu vivo a base de medos. Medos que eu tento perder. Quando tu pega numa ferida, dói. Quando tu passa um remédio, arde. ARDE MUITO. Mas cura. Eu sei que tá ardendo a ferida aqui, pra que ela nunca mais abra, sabe? Dói ver coisas que tu não costuma buscar. Mas se perdoar, faz parte da vida. A gente passa muito tempo não se perdoando. Eu passo a maior parte do tempo me cobrando, me criticando. Dificilmente me perdoando. Me perco a pensamentos, a emoções, a palavras sem sentido. Me sinto só. Me sinto alegre. Me sinto triste. As vezes sinto tantas coisas, que não sei responder o que estou pensando.
Estou encantada, assustada, alegre, e profundamente confusa. Instabilidade tem feito parte do meu raciocinio. A confusão me deixa um tanto chateada, mas não consigo mais ver nada de uma maneira realmente triste. As coisas podem me deixar incomodadas, desorganizadas. Mas não consigo ver as coisas com uma tristeza desesperadora sabe? Parece que tudo vai passar...mesmo quando tá demorando muito, eu tenho essa impressão. Mas arde. sabe?

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Exibicionismo

As vezes eu fico em duvida, se eu realmente falo as coisas por auto afirmação, por exibicionismo, ou simplesmente por ser comunicativa. Nós nos perdemos tanto em nós mesmos. Acho que vou passar a vida inteira lutando contra minha personalidade. Eu tento, eu juro...rss Tento ser modesta, tento ser realista comigo, e ficar calada, mas as vezes parece que eu só quero que as pessoas vejam quantas qualidades eu tenho, como se isso fosse mudar alguma coisa. Como se isso fosse necessário. Como se eu tivesse a NECESSIDADE de que gostem de mim, que me admirem. Será que se eu me achasse admiravel, e gostasse de mim, eu precisaria mesmo disso? É aí que caiu na realidade. Eu ainda estou me conhecendo, e talvez morra assim. Mas quantas pessoas eu estou conhecendo e sou capaz de admirar e gostar, sem que elas precisem ficar se elogiando. Alias as pessoas que eu mais admiro, são GERALMENTE as mais silenciosas...diferentes de mim. E as que falam, parecem tão melhores que eu. rs Enfim...Falar aqui me faz ficar mais silenciosa. As vezes tenho uma tendencia enorme...sendo mais sincera, SEMPRE tenho uma tendencia enorme a falar coisas desnecessarias. Informações que podem ficar comigo. rs Espero estar aprendendo aos poucos. Escrever me dá silencio. E silêncio, é muito bem vindo por aqui...rss

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Sozinha

É essa palavra que define o que eu sinto no momento. Sozinha. No sentido mais carente dela.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Eu to me sentindo tão estranha. Sabe quando parece que nada te completa, nada te faz se sentir inundada de novo? Nada mexe contigo, nem as maiores conquistas. A única coisa que mexe comigo é o passado. E não é de uma forma boa. Não é algo profundo também, é superficial, sabe? Eu sinto medo do futuro, mas ele não parece ter nada que eu possa temer. Há tantas coisas a serem decididas. Eu nunca tinha pensado no poder de certas decisões até ter de tomar elas. Eu posso mudar totalmente o rumo da minha vida, com um SIM ou com um NÃO. O pior de tudo é saber que esse meu estresse todo está me fazendo ter umas atitudes ridículas. Eu geralmente sou muito mais paciente do que tenho sido. To cansada de não ter nada definido, e de buscar uma coisa que talvez nunca aconteça. Eu quero aproveitar melhor o AGORA. Melhor o hoje, sabe? As vezes parece tão dificil. Tudo é tão superficial, os sentimentos, as pessoas, os sonhos, os desejos. Tudo tão claro, tudo tão fácil. Tudo tão falso. Eu sei que revolta nunca adiantou sabe, que as maiores mudanças são feitas dentro da gente. Mas as vezes parece tão distante chegar aonde eu quero. É tão longe chegar da realidade que eu sonho. Eu sei que provavelmente morrerei sem ver o mundo do jeito que eu quero, mas eu queria ver pelo menos o amor, de uma forma clara, e saber que não só minha família me ama. Que pessoas que não foram OBRIGADAS a me amar, decidiram me amar. Eu não consigo desconfiar de todo mundo, mas também não me sinto mais capaz de confiar cegamente em ninguém. As vezes a ignorância é uma bênção mesmo. Eu me sinto tão sozinha, eu sinto que tem tanta gente capaz de contar comigo, mas não importa o quanto eu desabafe e conte, como as pesosas fazem, isso não faz eu me sentir melhor. Eu só me sinto melhor quando eu converso comigo mesma. As vezes parece que eu sou a única que posso confiar, e as vezes, nem em mim posso confiar. Enfim... Pelo menos eu sei disso, e estou tentando achar uma solução. Eu queria um mundo que talvez nunca exista, mas eu acho que eu consigo ser um pouco do que eu quero. Ainda não sei exatamente como, mas sei que vou fazer.